Hoje faz um mês. Um mês desde a sua partida. E o tempo? O tempo não para.

Naquele dia, aquele fatídico 10 de julho, tudo parecia normal, normal dentro das nossas expectativas. Nós com as nossas orações e a senhora lutando pela vida. Às 23h43, ao escutar o vibrar do meu telefone, o mundo naquele exato momento parecia ter sumido. Foram 4 ou 5 segundos até que eu atendesse, mas foi o tempo para que um turbilhão de sensações passasse pelo meu corpo. O meu mundo desapareceu!

Não é fácil pra ninguém experimentar a dor da perda e nem justo dizer que o meu sofrimento é maior do que o do outro. Mas é simples como um copo d’água vazio sentir o buraco que se abriu no meu coração.

E o tempo, o tempo não para.

É tão estranho olhar ao redor e ver que nada mudou, que às 6h00 o relógio desperta para ninguém perder a hora, que as pessoas continuam correndo para não perder o ônibus, que a perua escolar chega para buscar o estudante, que na padaria eu continuo comprando o pão, que a novela das 9 ainda passa na TV.

E cá estamos, um mês sem você, sem o seu cheiro, sem o seu nobre olhar, sem a ternura do seu abraço, sem o suave toque das suas mãos, sem a delicadeza das suas visitas, sem a sua prazerosa companhia.

Dizem que a vida é pra quem sabe viver. E a senhora soube viver a essência da vida em toda sua intensidade. Como foi lindo participar da sua estada na terra e como é gratificante fazer parte da sua história vovó.

Mas na vida tudo serve como aprendizado e fica como lição. E como diz o ditado: “se não aprender no amor, vai aprender na dor”. E eu digo, MUITO MAIS na dor. Nessa nossa triste, mas inevitável, despedida, como eu aprendi com a senhora vózinha.

O buraco no peito ainda continua aqui, mas seguirei firme, valorizando o seu maior ensinamento – a união da FAMÍLIA.

Porque o tempo, o tempo não para.

 foto vó

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